11ª Edição - 2024

Indicador de Alfabetismo Funcional

Um estudo que investiga os níveis de alfabetismo da população adulta brasileira.

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Por que falar de alfabetismo funcional no Brasil?

O Inaf é uma pesquisa nacional recorrente que evidencia a dimensão do analfabetismo funcional no país, oferece subsídios para orientar políticas públicas e mobilizar esforços da sociedade na superação desse desafio.

No Inaf, alfabetismo funcional é mensurado pelas habilidades das pessoas em compreender, interpretar e utilizar informações escritas, numéricas e digitais no cotidiano e em diferentes contextos sociais.

No Brasil, segundo a edição mais recente da pesquisa, de 2024, quase 30% das dos brasileiros e brasileiras entre os 15 e os 64 anos ainda enfrentam o analfabetismo funcional. Embora saibam ler e escrever, têm dificuldade para aplicar essas habilidades em tarefas simples, como interpretar ou produzir um texto, fazer cálculos ou utilizar ferramentas digitais.

Resultados da pesquisa

O que Inaf revela

O Inaf revela como o Brasil lê, escreve e interpreta informações para resolver problemas do cotidiano. Define níveis de alfabetismo e mostra sua distribuição na população, além de analisar variações entre grupos sociais, regiões, faixas etárias e contextos culturais.

Trajetória de 20 anos: conquistas e desafios

O Inaf produziu uma série histórica consistente ao longo dos últimos 20 anos com 11 edições da pesquisa. Os dados históricos mostram um avanço relevante entre as edições de 2001 e-2009, e uma relativa estagnação nos níveis de alfabetismo nos últimos 15 anos, mesmo com a (ou apesar da) melhoria nos níveis da escolaridade formal no país.

Acesse resultados completos

Novidade 11ª Edição

Alfabetismo no contexto digital

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Panorama geral de alfabetismo no Brasil

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11ª Edição - 2024

Contexto demográfico e regional

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Painel de dados comparativos

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Você também pode baixar a apresentação e um resumo dos dados da edição Inaf 2024:

Como Inaf é medido

Pesquisa regular com amostra nacional

O Inaf ocorre com intervalo de dois a quatro anos com uma amostra representativa da população brasileira de 15 a 64 anos, distribuída por regiões, municípios e perfis demográficos (sexo, idade, escolaridade e cor/raça). Essa estrutura garante a comparabilidade entre edições e o acompanhamento da evolução do alfabetismo funcional ao longo do tempo.

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Teste mediado presencial de habilidades

As entrevistas são presenciais e conduzidas por aplicadores treinados. O teste apresenta situações do cotidiano em diferentes graus de complexidade, além de um questionário que permite conhecer as características sociodemográficas e o perfil dos respondentes em termos de trajetórias educacionais e de trabalho, bem como acesso e práticas no ambiente digital. O teste mede o domínio de quatro grupos de habilidades de processamento da informação escrita: Reconhecer e Decodificar; Localizar e Identificar; Compreender e Inferir; Avaliar e Refletir.

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Classificação por níveis de alfabetismo

Os resultados são analisados pela Teoria da Resposta ao Item (TRI), que estima o desempenho individual. Com base nessa análise, cada participante é classificado em um dos cinco níveis de alfabetismo funcional — Analfabeto, Rudimentar, Elementar, Intermediário ou Proficiente, que reflete o grau de autonomia na leitura, escrita e matemática.

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Retrato do Brasil

A partir da classificação da amostra, o Inaf constrói um panorama nacional, regional e sociodemográfico do alfabetismo funcional no país, que revela avanços, desigualdades e desafios que persistem no uso efetivo da leitura, da escrita e da matemática no cotidiano.

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Impacto na vida real

“Antes, se eu queria escrever uma carta, tinha que pedir a uma pessoa. Hoje eu sei fazer meu nome, eu conheço as letras do meu nome todo e já estou conhecendo outras. Não sabia também o que era número e hoje eu sei.”

NIVEL ANALFABETO José Pereira Leite, Carpinteiro
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Reflexões e Perspectivas

Nesta seção, você encontra artigos de opinião, podcasts e textos analíticos que debatem os recortes temáticos produzidos com base nos resultados do Inaf.

Ação e institucional

Um compromisso coletivo pela alfabetização

Superar o analfabetismo funcional exige uma ação integrada e contínua. O INAF atua como ponto de encontro entre pesquisa, prática e mobilização, conectando dados, políticas e pessoas para transformar a realidade educacional do país.

Propostas de ação Propostas de ação

O que pode ser feito?

O INAF transforma dados em caminhos para a mudança. As evidências geradas orientam políticas públicas e iniciativas que ampliam o direito de aprender em todas as idades.

A proposta é fortalecer a educação de jovens e adultos, integrar alfabetização e inclusão digital, e inspirar práticas que unam escola, trabalho e cidadania. Com base em dados confiáveis, o INAF convida governos, organizações e empresas a agir juntos por uma sociedade verdadeiramente alfabetizada.

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Institucional Institucional

Quem faz o Inaf acontecer

Criado pela Ação Educativa em parceria com a Conhecimento Social, o INAF acompanha há mais de duas décadas o nível de alfabetismo da população brasileira.

O projeto reúne especialistas e instituições que acreditam que medir é também transformar: compreender as dificuldades é o primeiro passo para superá-las. Ao revelar como o Brasil lê, escreve e usa informações — inclusive no ambiente digital, o INAF reafirma o direito de todos a participar plenamente da vida social.

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